| O inferno da cólica |
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| Escrito por Lazer e Beleza |
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Remédios e terapias que realmente funcionam para acabar com essa dor.
Atire a primeira bolsa de água quente quem nunca passou pela abominável experiência das cólicas menstruais. Da mais leve à mais devastadora, não tem jeito: incomoda e chateia. Ah, você é daquelas felizardas que não tem uma colicazinha sequer? Pois saiba que você faz parte de uma senhora minoria. A maioria das simples mortais do mundo inteiro sofre - e muito! - com essa dor inconveniente.
Em casos mais sérios, há quem passe tão mal que precise visitar o hospital, ficar sem trabalhar ou ir à escola, e se isolar completamente em casa até que a tormenta vá embora. Felizmente, existem maneiras de diminuir e até de acabar de vez com ela com uma boa ajuda da medicina. A surpresa é que algumas pequenas mudanças no dia-a-dia também pode fazer uma baita diferença.
Você já foi apresentada à cólica, mas sabe realmente por que ela acontece? A dor é causada pela contração em espasmos da musculatura uterina durante o período menstrual. Até aí tudo bem, faz parte do processo. O problema é que, dependendo da intensidade, pode ser sinal de algum problema nos órgãos pélvicos ou doenças ginecológicas, como a endometriose. "Algumas mulheres possuem um limiar de dor maior do que as outras, mas as que têm cólicas mais intensas precisam investigar a existência de alguma patologia. Especialmente quem sofre de dores incapacitantes ou que tenha notado um aumento na sua intensidade com o tempo", destaca a ginecologista Maria Cecília Erthal, do Centro de Fertilidade Rede D´Or, no Rio de Janeiro.
A genética também tem culpa no cartório. "Ela influencia no momento em que favorece o aparecimento de alguma doença ginecológica que pode piorar a cólica ou na modulação dos receptores da dor", explica a Dra. Maria Cecília. Ou seja: se a sua mãe e a sua avó tiveram problemas, é bem provável que você venha a tê-los também.
Os segredos de cada uma
Remédios de farmácia, receitas caseiras, terapias alternativas, anticoncepcionais, vale tudo para tentar acabar com o sofrimento. Basta mencionar o termo "cólica" em uma roda de mulheres para pipocarem segredos. "Já fui parar no hospital com uma tão forte que minhas pernas doíam. Desde então, apelo todo mês para o bom e velho analgésico. Assim que percebo que estou com cólica ou mesmo de TPM, tomo o remédio e quase não sinto nada", comenta a administradora Isis Natel, 31 anos.
Os analgésicos também eram bons companheiros da designer Jan Veneziani, 33 anos, até o dia em que uma cólica avassaladora a obrigou a dar uma passada no hospital para tomar remédios intravenosos fortes. "Tentei soluções a longo prazo como tomar fitoterápicos ou usar anticoncepcionais. Até minha dieta eu mudei, mas nada adiantou. Depois é que eu fui descobrir que tinha uma doença relacionada ao ciclo menstrual. A solução foi cortá-lo com remédios. A mudança foi radical, mas melhorou até meu relacionamento com as pessoas", conta ela.
O fim da menstruação também foi a saída adotada pela jornalista Lara Fidelis, que já não sabia mais o que fazer para acabar com a dor. Era chá de louro, analgésico, pílula. "Minha médica esperava que eu, depois de ter filhos, com o aumento do útero, ficasse livre do problema. Que nada! Tive gêmeos há cinco anos e as dores continuaram", lembra. O jeito foi colocar um DIU moderno, com baixa dosagem de hormônio, que impede a descida da menstruação. Desde então, é só felicidade. "Não pretendo ficar um único dia sem ele. Espero permanecer mais cinco anos sem cólicas", comemora.
Já Bianca Barbetta, 29 anos, microempresária, não foi tão feliz. Depois de tomar pílula por uma década e viver sem dores, resolveu experimentar o DIU de cobre, mais antigo. "Achei que meu corpo estaria livre de coisas como os efeitos colaterais dos anticoncepcionais, mas minha vida virou de pernas para o ar. As cólicas voltaram mais fortes do que nunca, as dores nas costas e os inchaços chegam a me deixar de cama. Sem falar que começam bem antes da menstruação e só vão embora uns 15 dias depois. A retenção de líquido, então, é anormal", revela. As cólicas que não a deixam trabalhar, dormir ou se divertir, a fazem chorar e suar frio. Enquanto luta bravamente para agüentar até o fim do período de adaptação ao DIU, que é de um ano, ela usa táticas do tempo da vovó. "Uso bolsa de água quente, não bebo nada gelado e não pego friagem, mesmo nos dias quentes", diz.
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