| Dilma diz que combaterá homofobia, mas sem defender uma opção sexual |
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| Escrito por EFE |
Brasília, 26 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que seu Governo combaterá a homofobia, mas não defenderá uma opção sexual determinada, ao comentar sua decisão de suspender a distribuição de um polêmico material escolar que aborda os preconceitos que os homossexuais sofrem.
![]() 'O governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas, no entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem podemos interferir na vida privada das pessoas', afirmou a governante em declarações a jornalistas após um ato oficial no Palácio do Planalto.
Dilma assegurou que seu Governo está empenhado em promover nas escolas uma educação que respeite as diferenças.
A governante, no entanto, manifestou sua rejeição ao conteúdo do material escolar que seria distribuído pelo Ministério da Educação por considerar que seu principal objetivo não era a defesa de práticas não-homofóbicas.
Ao referir-se aos vídeos que mostram o surgimento de relações amorosas entre dois casais que assumem sua homossexualidade, Dilma disse não estar de acordo com partes do material.
'É uma questão que o governo vai revisar, não haverá autorização para esse tipo de política de defesa A, B ou C. Agora, lutamos contra a homofobia', acrescentou a governante.
O material vetado, que tinha gerado protestos de grupos religiosos, foi elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação e ia ser distribuído no marco de cursos sobre direitos humanos e minorias que se pretende ministrar nas escolas públicas de ensino médio.
O veto foi anunciado na quarta-feira pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, após uma reunião entre Dilma e um grupo de parlamentares críticos aos vídeos.
A polêmica sobre o material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente perante à lei ao casamento entre heterossexuais.
As igrejas católica e evangélica, especialmente, criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam induzir os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.
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