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Meninas vagam pelas ruas da zona sul de SP e cometem pequenos furtos. A polícia chega e as deixa na delegacia. Lá, o delegado aciona os conselheiros tutelares. Mas no final de tudo, geralmente elas voltam para as ruas. Por terem menos de 12 anos elas não podem ir para a Fundação Casa.
A informação é da reportagem de Raphael Marchiori e Danilo Verpa publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
De acordo com o texto, nos abrigos, o entendimento geral é que essas crianças, que dizem não ter família nem documentos, não podem ser mantidas à força. Não há vigias nem regras claras que obrigue as crianças a ficar nesses locais.
A Folha ficou no bairro das 10h às 14h de ontem. As "meninas do arrastão", como ficaram conhecidas, começaram a andar na rua e avançar com os braços ou colocar a cabeça dentro dos carros tentando achar algo para pegar. Uma mulher, sozinha no carro, se assustou e buzinou. As crianças então correram para o metrô.
Para o desembargador Antônio Carlos Malheiros, do Tribunal de Justiça de São Paulo, o problema é que os abrigos não estão preparados para acolher as crianças de forma compulsória.

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