| Mãe deve receber medicamento para expelir feto após 9 meses de gestação |
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| Escrito por UOL |
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UOL: Os familiares da dona de casa Débora Gadêlha Pereira de Freitas, de 23 anos, aguardam no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), na manhã desta terça-feira (29) pela retirada do bebê que morreu durante o trabalho de parto. Segundo parentes, a expectativa é que Débora receba um medicamento para expelir espontaneamente o feto. "Eles falaram que era melhor não fazer cirurgia", contou Ricardo Fernando, primo da dona de casa.
Aos nove meses de gestação, Débora deu entrada no hospital na manhã desta segunda-feira (28), mas esperou mais de oito horas pelo atendimento e quando foi avaliada, foi constatado que o bebê estava morto.
O relato dos familiares aponta que a mulher chegou à unidade de saúde às 6h30, sentindo contrações. "Os médicos disseram que ela estava com dilatação, mas ainda não era suficiente para fazer o parto. Mandaram ela caminhar", disse Ricardo. A gestante continuou reclamando de dores, mas, segundo os parentes, não foi ouvida pelos funcionários do hospital. “Avisei que ela tem pressão alta e que a gravidez era de risco, mas uma atendente chegou a nos questionar se Débora estava realmente com dor, já que não chorava, nem gritava", disse a sogra de Débora, Dalva Andrade, em entrevista ao Jornal do Commercio nesta segunda.
Por volta das 12h, um exame de ultrassonografia revelou que o feto estava morto. "A atendente chegou a dizer que o bebê morreu há três semanas, mas todo o pré-natal foi feito no Imip e nunca disseram nada disso. Inclusive, quando ela chegou ontem, que fizeram o exame de toque, disseram que ainda não era hora de parir, como é que ele podia estar morto então?", lembra o primo.
O Imip ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. De acordo com a assessoria de imprensa, todas as denúncias estão sendo averiguadas. A família de Débora pretende processar a unidade hospitalar por negligência. "Foi um sofrimento muito grande. Não queremos que o mesmo aconteça com outras mães e, pelo que vimos lá, existem muitas outras em risco", afirmou. |