| Ministro do Turismo afirma que só sai do governo se adoecer ou se Dilma e partido pedirem |
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| Escrito por BOL |
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Depois da série de denúncias de irregularidades do Ministério do Turismo e o afastamento de sete servidores, o titular da pasta, Pedro Novais, afirmou em audiência conjunta de comissões na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17) que continua no cargo. “Só existem três formas de eu sair do ministério: a primeira é se a presidente Dilma quiser que eu saia. A segunda, se eu deixar de ter o apoio do meu partido e a terceira se eu adoecer”, afirmou o ministro depois de cerca de cinco horas de questionamento dos deputados. Ao ser informado sobre a queda do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que pediu demissão na noite de hoje, Novais ficou surpreso e disse: “E vossa excelência, quer o quê?”. Ele disse ainda que vai “batalhar” para que o Ministério do Turismo seja um exemplo.
Novais garantiu que já articula para fazer uma faxina no ministério. “Eu estou trocando [o pessoal], só não posso fazer isso tudo de uma vez. Não mantive ninguém [que foi denunciado]. Não teve nenhum que tenham voltado do ministério depois do dia 9 [dia da operação da Polícia Federal que prendeu mais de 30 pessoas], o que eu não posso é condenar antes do tempo.”
Assim como o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), Novais defende a inocência do ex-deputado federal e chefe afastado da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins (PMDB-BA). Segundo o ministro, ele só será exonerado se for indiciado pelo crime.
“Não vim aqui para emitir conceitos, vim aqui para demonstrar fatos e explicar fatos e é por isso que eu vim e continuo fazendo”, afirmou.
Pelos cálculos da Polícia Federal, o esquema de corrupção apenas no Amapá, envolvendo convênio da entidade Ibrasi desviou cerca de R$ 3 milhões dos R$ 4,45 milhões destinados ao convênio que teria a finalidade de prestar serviços de capacitação aos servidores da pasta. |