
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou os empresários Maria da Glória Pinto e Leandro Pinto Ribeiro, donos do Parque Glória Center, e o engenheiro Luiz Soares Santiago pelo crime de homicídio qualificado. Em agosto deste ano, um acidente com o brinquedo Tufão provocou a morte dos jovens Alessandra da Silva Aguilar e Vitor Alcântara de Oliveira.
A denúncia foi encaminhada à Justiça hoje. O MP requer ainda a proibição de Maria da Glória e Leandro trabalharem em atividades empresariais no ramo de diversões públicas. O engenheiro Luiz Soares pode ser impedido de expedir laudos de engenharia.
O Glória Center funcionava em Vargem Grande, na zona oeste do Rio. Os dois adolescentes e mais nove pessoas foram atingidos por um carrinho do brinquedo, que se desprendeu de sua estrutura. Alessandra morreu no local, e Vitor, três dias após o acidente.
De acordo com o MP, o laudo pericial apontou que os brinquedos do parque estavam em péssimo estado de conservação, com peças deterioradas, calços com pedaços de madeira, condutores com emendas e fitas isolantes expostas, fixação de estruturas com arames metálicos torcidos e brinquedos com pregos enferrujados, entre outras irregularidades.
Segundo a acusação, em 5 de agosto, nove dias antes do acidente, o engenheiro forneceu, mediante pagamento, Laudo de Responsabilidade Técnica Mecânica atestando que todos os brinquedos estavam em perfeitas condições de funcionamento e dentro dos padrões mecânicos.
'A atitude dos empresários e do engenheiro permitiu que os frequentadores do parque, que estavam sob suas responsabilidades, usassem brinquedos que estavam prestes a se despedaçarem, trazendo perigo para a vida daquelas pessoas. Além disso, para ludibriar os órgãos de fiscalização, Luiz Cláudio rompeu com seus deveres éticos e profissionais', ressalta a denúncia. |