| Nove suspeitos são presos em operação policial contra milícia Liga da Justiça, no Rio |
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| Escrito por BOL |
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (1) nove pessoas investigadas em razão de suposto envolvimento com a milícia Liga da Justiça, que coordena atividades ilícitas em grande parte dos bairros da zona oeste da capital. Os 150 agentes que participam da Operação Pandora, deflagrada nesta manhã, apreenderam uma pistola que estava em poder de um dos detidos, além de R$ 45 mil e documentos falsos.
Os suspeitos presos e o material apreendido foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de Autos. A Operação Pandora visa ao cumprimento de 18 mandados de prisão expedidos pela 42ª Vara Criminal da Capital por formação de quadrilha para a prática de crimes hediondos. A Justiça expediu ainda 30 mandados de busca e apreensão.
Dos 18 suspeitos denunciados pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), cinco já estavam presos por outros crimes. A investigação apontou que o atual comando da milícia Liga da Justiça é formado por um grupo remanescente de homens que foram expulsos ou se aposentaram da Polícia Militar. No entanto, agentes penitenciários, ex-policiais civis e até bombeiros podem estar envolvidos.
O atual chefe operacional do grupo paramilitar seria o ex-policial militar Toni Ângelo de Souza Aguiar, o Tony, ex-braço direito de Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman. Tony criou um racha na quadrilha quando resolveu redistribuir de acordo com os seus interesses a verba oriunda das diversas "taxas" cobradas pelos milicianos, o que deu origem a assassinatos dentro do próprio grupo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais de várias delegacias especializadas participam da ação para desarticular o maior grupo paramilitar da zona oeste do Rio, que já foi chefiada pelos irmãos e ex-parlamentares Natalino Guimarães (ex-deputado estadual) e Jerominho (ex-vereador), ambos presos em Campo Grande.
Domínio da zona oeste
A Liga da Justiça é o maior e mais conhecido grupo de milicianos do Rio de Janeiro. A facção paramilitar surgiu em 2007, em Cosmos, na zona oeste, e tem como símbolo o morcego do Batman, uma alusão ao apelido de um dos líderes da milícia, o ex-policial Ricardo Teixeira Cruz.
Atualmente, ele está preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS).
O criminoso foi preso há quatro anos em seu Ford Focus preto, na Via Lagos, poucas horas depois de ter tentado matar o sargento da PM Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala, em Cabo Frio, na região dos lagos. No carro também estavam o ex-PM José Carlos da Silva, expulso da polícia em 1999, o cabo Wellington Vaz de Oliveira e o policial civil André Luiz da Silva Malva, do Instituto Félix Pacheco.
Segundo a polícia, a Liga da Justiça fatura mensalmente cerca de R$ 2 milhões com a cobrança de serviços clandestinos, entre os quais uma suposta segurança, a submissão de gás, a distribuição do sinal de TV por assinatura, entre outros.
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