| PT diz que prisão de ex-assessor de Marta foi indevida |
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| Escrito por BOL |
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O PT divulgou uma nota para criticar a prisão do ex-presidente da Embratur Mário Moysés durante a Operação Voucher, que prendeu integrantes do Ministério do Turismo.
Segundo o partido, ele foi preso indevidamente, "tendo sua honra e dignidade atingidas, inclusive com a exposição pública e ilegal de fotos relativas ao dia da prisão".
"Não se pode aceitar operações como a que levou à prisão de Mário Moysés e outras pessoas. Se há suspeitas e denúncias, estas tem de ser rigorosamente apuradas em obediência às normas do estado democrático de direito", diz o presidente do PT, deputado Rui Falcão (SP).
Moysés foi chefe de gabinete da senadora Marta Suplicy quando ela foi nomeada ministra do Turismo, em março de 2007.
Ele foi preso na terça-feira durante a operação. Na sexta-feira, o juiz federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, Guilherme Mendonça, concedeu liminar para solta-lo junto com outros três envolvidos na Voucher.
Durante a prisão, Moysés foi fotografado algemado. Na sexta-feira, foram publicadas em um jornal do Amapá fotos de alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes. Entre eles estava a do ex-presidente da Embratur.
Moysés foi exonerado depois da saída da petista do ministério, em junho de 2008, mas retornou, cinco meses depois, para assumir a secretaria-executiva do ministério, então sob o comando de Luiz Barretto Filho
Entre setembro e dezembro de 2010, acumulou o cargo de presidente interino da Embratur e, em janeiro de 2011, foi exonerado do ministério e nomeado oficialmente para o comando da Embratur.
Na semana passada, Marta Suplicy reconheceu a aliados que a prisão dele provoca desgaste na sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Para Marta, a detenção poderá ser explorada eleitoralmente.
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