Digite sua Consulta

Compartilhe com um Clique !

Facebook MySpace Twitter Digg Delicious Stumbleupon Google Bookmarks RSS Feed 
Home Brasil "Senhor das Armas" nega envolvimento com milícias da zona oeste do Rio
"Senhor das Armas" nega envolvimento com milícias da zona oeste do Rio E-mail
Escrito por BOL   
Em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de armas no Rio de Janeiro, o ex-assessor parlamentar Evaristo da Silva Alves, conhecido como “Senhor das Armas”, preso e denunciado no último mês por fornecimento de armas aos milicianos de Jacarepaguá, afirmou nesta segunda-feira (15) que não tem ligações com o grupo paramilitar que domina o bairro da zona oeste da capital fluminense. A sessão ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Alves negou que tenha passagens pela polícia, informação que não condiz com a versão da Polícia Civil, segundo o presidente da CPI, o deputado Marcelo Freixo (PSOL). O acusado argumenta que as denúncias de envolvimento com milicianos são uma represália por conta de uma briga durante uma festa junina realizada em Jacarepaguá. Ele se negou a falar em sessão reservada com os integrantes da comissão.
 
Segundo o ex-assessor parlamentar, ele e outras 12 pessoas detidas durante a operação Tríade - desencadeada pela Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) no mês passado -, cujos nomes não foram informados, são inocentes.
 
Freixo entende que a versão do acusado não tem “o mínimo de precisão em suas informações”. De acordo com o parlamentar, Alves entrou em contradição em vários pontos de questionamento, principalmente quanto às supostas atividades de milicianos em um sítio do Vale da Pedra Branca, em Jacarepaguá.
 
O ex-assessor afirmou desconhecer a atuação de criminosos no Vale da Pedra Branca, mas admitiu ter ido ao local em duas oportunidades com o objetivo de visitar o delegado da Polícia Federal Luiz Carlos da Silva, apontado como um dos chefes da quadrilha - os demais são o comissário da Polícia Civil Eduardo Lopes Moreira e o policial militar Thiago Rodrigues Pacheco. Os três foram presos na operação Tríade.
 
Além do envolvimento com milícias da zona oeste, a CPI investiga se Alves forneceu armas para um grupo de extermínio comandado por policiais civis e militares, descoberto após a operação Guilhotina -- deflagrada em fevereiro deste ano e que derrubou o ex-chefe e o ex-subchefe da Polícia Civil, Allan Turnowski e Carlos Oliveira, respectivamente.
 
Os matadores de aluguel estão envolvidos em pelo menos sete mortes, de acordo com a Polícia Federal, entre as quais a do ex-deputado estadual Ary Brum, em 2007.
 
Alves disse apenas que o ex-parlamentar conseguiu o emprego que ocupava na época (assessor da Secretaria Estadual de Governo) por intermédio do ex-prefeito de Itaboraí Cosme Salles, e que a execução teria sido encomendada por um empresário.
 
Segundo o relatório da Polícia Federal e do Ministério Público que liga policiais presos na Operação Guilhotina a crimes cometidos no Rio, o grupo que assassinou Ary Brum era liderado por Roberto Luís Dias de Oliveira, o Beto Cachorro.
 
O ex-assessor parlamentar já trabalhou por duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio - no gabinete de Cosme Salles, que fora eleito deputado estadual em 1997, e na Procuradoria-Geral, entre 2004 e 2006.
Ele também já ocupou cargos na Receita Federal, na empresa Brasif, além de ter sido dono de um quiosque no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, e motorista particular de um auditor fiscal, cujo nome não foi revelado.
 
Na Alerj, Alves ganhava cerca de R$ 1.300 brutos. Segundo as investigações da Draco e do Grupo Especial de Combate ao Crime organizado (Gaeco) do MP, a milícia para a qual ele fornecia armas, que teve outros 15 indiciados na Operação Tríade, funcionava desde 1998 e faturava R$ 200 mil por mês.
Os milicianos loteavam terrenos, exploravam caça-níqueis, cobravam diversas “taxas” aos moradores e comerciantes da região, e também são acusados de homicídios e estupros.
 
Assunto:

brasil qsenhor das armasq nega envolvimento com milicias da zona oeste do rio

Tema:

CRIME, milícias, RJ

Tags:
crimes hediondos, crime news, crime e castigo, crimes curitiba, crimes contra a administração pública, milícias, milícias do rio de janeiro, milícias significado, milícias brasileiras, milícias no brasil, rjnet, rjtv, rj no ar, rjx, rj empregos,

Itens Relacionados

Nossa Publicidade