| Sempre fomos e sempre seremos um país AAA, diz Obama |
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| Escrito por BOL |
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira a decisão da agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) de rebaixar a nota da dívida americana de AAA para AA+ pela primeira vez desde 1917. "Não importa o que uma agência pode dizer, nós sempre fomos e sempre seremos uma nação AAA. Apesar de todas as crises que passamos, temos as melhoras universidades, as melhores empresas, e os mais inventivos empreendedores", disse Obama.
O presidente disse ainda que, apesar da redução da nota americana, os mercados ainda acreditam no crédito americano e que os EUA continuam um país seguro para os investidores.
Obama aproveitou ainda para criticar o Congresso por arrastar as decisões cruciais para economia americana por debates políticos.
Ele reconheceu que, para os demais países, o debate prolongado do pacote fiscal aprovado na semana passada "poderia fazer grande dano a nossa economia e ao mundo".
"Nosso problema não é nossa nota de risco, o mercado sabe que nossa economia é uma das mais seguras do mundo. [...] O problema é a falta de vontade política de Washington", afirmou o presidente.
Na sexta-feira, quando rebaixou a nota americana, a S&P disse que a disputa entre os partidos --Democrata e Republicano-- sobre a política fiscal americana a deixou pessimista sobre a capacidade dos EUA conter o deficit.
A S&P disse ainda que a medida reflete a opinião de que o pacote de medidas fiscais "fica aquém do necessário para estabilizar a dinâmica do débito do governo a médio prazo".
A dívida total americana, de US$ 14,3 trilhões, equivale a quase uma vez o PIB do país. O acordo aprovado na segunda-feira autoriza a elevação da dívida em até US$ 2,4 trilhões em troca de cortes de gastos no mesmo valor. Com um deficit público na dimensão do atual, o novo teto da dívida seria alcançado até o final do ano que vem.
Obama afirmou que "não há muito mais a cortar" do Orçamento e que os próximos passos não são radicais e sim de "senso comum e compromisso".
O presidente defendeu uma reforma tributária que aumente os impostos dos mais ricos "para que os americanos que tenham condição façam sua parte pelo país" e condenou ideias de corte nos benefícios sociais.
"Cortar os benefícios de seguro-desemprego tiraria 1 milhão de empregos e reduziria nosso crescimento em 0,5%", disse o democrata. |