| Estrelado por Marco Nanini, ‘O Bem Amado’ faz sucesso na semana de estreia |
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| Escrito por O dia |
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Rio - Versão para o cinema da peça de Dias Gomes, ‘O Bem Amado’, de Guel Arraes, estreou em quarto lugar, com 145 mil espectadores em 156 salas no primeiro fim de semana. É a segunda maior média de público do cinema nacional: 929 pessoas por sala, atrás apenas de ‘Chico Xavier’, que fez média de 1,5 mil por sala.
“O Odorico é um personagem que é um tipo de temperamento brasileiro, de ajeitar as coisas. Existem outros personagens emblemáticos, como o Amigo-da-Onça, o famoso malandro, cantado em obras mil. Tudo isso faz parte do imaginário do País, o ‘jeitinho brasileiro’. A corrupção existe desde que a História do Brasil se fez. É recorrente”, diz o ator. E não só acontece na vida real, como já foi mostrada na TV, na novela de 1973 e na série, exibida entre 1980 e 1984, em que Odorico foi interpretado por Paulo Gracindo. “Não me senti ameaçado porque outros já fizeram o papel. O próprio Lineu (de ‘A Grande Família’) foi vivido pelo Jorge Dória. Parto sempre do zero, sem me fixar no que os outros fizeram, parto do que o texto me diz na emoção”, garante ele. O fato de Nanini já ter interpretado o mesmo personagem nos palcos ajudou. “O teatro te permite repetir todo dia. Para o cinema, tive que ocupar menos espaço, prestar atenção no gestual e na fala, para não exagerar”, conta ele. “Personagem é temperamental. Antes de estrear a peça, eu não sentia verdade no Odorico. Estava tudo na cabeça, mas tem que ser mais sensorial que cerebral. Não conseguia acreditar nele. Por um milagre, ele me veio num ensaio geral”, lembra. Nanini garante que não se inspirou em nenhum político para compor seu Odorico, mas admite que alguns têm elementos que soam tão caricatos como os do prefeito de Sucupira. “A gente vê coisas na TV que parecem farsa. Um episódio que me deu força para investir na farsa foi toda a atuação muito bem administrada na história de Roberto Jefferson na CPI. Era bastante teatral. A desfaçatez do Arruda também. Mas o importante do Odorico é que ele é atemporal, é o espectador que decide quem ele é.” FONTE ODIA.TERRA.COM.BR |