| Fluxus, da web para o museu |
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| Escrito por estadao |
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Esta é a última semana para conferir a versão ao vivo do Fluxus, Festival Internacional de Cinema na Internet. “Ao vivo” porque o Fluxus já acontece na web há dez anos e agora, pela primeira vez, foi do campo virtual para o real. A “Galeria Fluxus” exibe no Museu da Imagem e do Som os 40 filmes em competição e também uma retrospectiva com 14 filmes das edições anteriores do festival. O Fluxus começou no longíquo ano 2000 — seis anos antes do YouTube. Não devia ser fácil fazer cinema na internet. De lá para cá, o cenário mudou radicalmente. O festival também, a começar pelo nome: surgiu como “Brasil Digital” e virou Fluxus, uma homenagem ao movimento dos anos 60, em 2003. O Link conversou com Francesca Azzi, diretora do festival: Como surgiu o Fluxus? Em 2003, o festival se tornava Fluxus – Festival Internacional de Cinema na Internet, (uma homenagem ao movimento Fluxus dos anos 60-70), internacionalizava-se e incorporava os trabalhos de webarte, interativos que faziam usos dos softwares Adobe, Flash e Shockwave. Trabalhos interativos que fascinavam por dar a possibilidade de pequenas interferências e escolhas narrativas ao espectador online. Artistas do mundo inteiro experimentavam essa linguagem. No Fluxus, todos os formatos continuavam a ser aceitos, e digitalizados se apresentavam na mesma interface: 8 mm ou digital, imagens captadas por celular ou em 35mm. A idéia original é que o festival acontecesse apenas online. Inclusive o júri, que era feito através de um chat online com pessoas em várias partes do mundo. Também produzíamos um DVD que fazia itinerâncias em festivais. Mas o foco central era a internet.
Quais são as maiores mudanças nesses dez anos de festival? Todas as questões que nortearam o Fluxus nestes dez anos têm a ver com o lugar. Esse lugar imposto para o filme acontecer, que é a sala de cinema, se diluía numa nova experiência compartilhada. Ao Fluxus interessava todo o tipo de filme, de construção estética e conceitual, participativa ou não, narrativo ou não, abstrato ou não. E a internet, como uma grande plataforma para esse acontecimento, simbolizava antropofagicamente esse acontecimento da imagem. Um lugar virtual e ideal. Mesmo com o excesso de informação audiovisual na internet, o Fluxus é um espaço privilegiado para o filme de autor, é um reduto para um filme online de expressão. Essa é a primeira vez que o Festival vai para o Museu? Como é a seleção dos participantes? O festival fica no Museu da Imagem e do Som (Av. Europa, 158, São Paulo) até 20 de junho. É possível também conferir os filmes na web. |