| Brasil e Argentina assinam 14 acordos de cooperação e estreitam laços |
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| Escrito por EFE |
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Buenos Aires, 31 jan (EFE).- As presidentes de Brasil, Dilma Rousseff, e Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, selaram nesta segunda-feira em Buenos Aires a intenção de estreitar as relações bilaterais e consolidar o papel de seus países na construção da unidade latino-americana com a assinatura de diversos acordos. Em sua primeira visita ao exterior desde que assumiu a Presidência brasileira em 1º de janeiro, Dilma chegou à capital argentina cheia de projetos. Em um breve comparecimento conjunto perante a imprensa na Casa Rosada, Dilma afirmou que fez questão de escolher o país vizinho como destino de sua primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar "o século 21 no século da América Latina". As governantes trocaram elogios e abraços depois de uma reunião privada que durou pouco mais de uma hora e meia na Casa Rosada. Além disso, receberam representantes das Mães e Avós da Praça de Maio, lideraram uma ampla reunião com os membros de seus respectivos gabinetes e assistiram com funcionários e empresários a um almoço de honra no Ministério de Assuntos Exteriores. Antes de deixar a Casa Rosada, Cristina conduziu Dilma ao histórico balcão utilizado por Juan Domingo Péron e Evita Perón para saudar as multidões reunidas na Praça de Maio. Dilma elogiou a luta generosa das Mães e Avós da Praça de Maio e as felicitou por ter encontrado o momento para contribuir socialmente com o povo argentino e por seu papel na história do país. As duas governantes ressaltaram a necessidade de selar a aliança estratégica entre os dois países para aproveitar seus potenciais agrícola, energético, tecnológico e industrial não só em benefício próprio, mas como precursores da integração regional. Dilma destacou a necessidade de fortalecer a promoção comercial conjunta frente a outros países e a criação de uma plataforma de integração produtiva comum. Ela expressou seu compromisso com a consolidação do Mercosul (formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), com o avanço da união aduaneira na região e pediu que as reformas das instituições financeiras reflitam os interesses dos países em vias de desenvolvimento. A presidente brasileira afirmou que está disposta a combater o protecionismo dos países mais ricos e as políticas que distorcem o comércio exterior. Por sua vez, Cristina também ressaltou a estreita amizade que une os dois países e antecipou sua vontade de aprofundar a relação bilateral e a integração produtiva. "Os destinos de Argentina e Brasil estão indissoluvelmente vinculados", afirmou Cristina, quem acrescentou que, "se até agora" os dois países estavam unidos, "ficarão ainda mais". Para ela, a associação estratégica entre Argentina e Brasil é fundamental porque "o mundo mudou totalmente em 2008" com a crise global, proporcionando uma "oportunidade única" para a região. Elas assinaram 14 acordos de colaboração em áreas como energia nuclear com fins pacíficos, infraestrutura, agricultura, energia e medicamentos. EFE |