| No Congresso, Dilma pede trabalho conjunto por reforma política |
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| Escrito por Reuters |
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BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quarta-feira que seja retomada a agenda da reforma política, em um apelo de trabalho conjunto com o Congresso, para que se obtenha mais transparência.
'São necessárias mudanças que fortaleçam o sentido programático dos partidos brasileiros e aperfeiçoem as instituições, permitindo mais transparência ao conjunto da atividade pública', afirmou Dilma, ao ler a mensagem do Executivo ao Congresso.
A presidente fez questão de repetir, em tom descontraído, que trabalharão em 'conjunto' para a retomada da agenda da reforma política.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), afirmou que a reforma política será uma prioridade em seu mandato, mas admitiu que ela não deverá ser 'ampla e irrestrita'.
Em outro gesto de busca de aproximação com os parlamentares, Dilma lembrou que das boas relações que manteve com o Legislativo nos últimos oito anos, quando ocupou os cargos de ministra de Minas e Energia e da Casa Civil.
'Agora, como presidenta, quero reiterar minha determinação e desejo de estreitar esses laços', afirmou.
Dilma reiterou seu compromisso com educação, saúde e segurança, área em que prometeu ampliar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas no Estado do Rio de Janeiro, que classificou como uma experiência exitosa.
Movida pela recente tragédia provocada pela chuva na região serrana do Rio de Janeiro, Dilma fez um apelo ao Legislativo, governadores e prefeitos por uma parceria sólida para evitar esse tipo de catástrofe.
'Nenhum país é imune aos riscos de tragédias naturais. Mas, no Brasil, não podemos, e não iremos, esperar o próximo ano, as próximas chuvas para chorar as próximas vítimas', disse Dilma, lembrando que determinou a implantação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais.
GEOGRAFIA E DESTINO
Ao falar da política externa, a presidente reiterou que será baseada em promover a paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos direitos humanos e fortalecimento do multilateralismo.
Dilma defendeu a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança, fazendo um apelo à necessidade de democratização das relações entre os países.
Sobre a colaboração com os vizinhos da região, a presidente reiterou a decisão de associar o desenvolvimento econômico, social e político do Brasil ao da América do Sul.
'Se geografia é destino, como se diz na geopolítica, estamos muito felizes com o nosso destino', afirmou.
A mensagem serve para informar ao Legislativo sobre o que será tratado como prioridade pelo Executivo no ano. Não é uma obrigação do presidente levá-la, mas Dilma decidiu fazê-lo para demonstrar que manterá boa relação com os parlamentares e que vai prestigiá-los durante a sua gestão, segundo avaliou um assessor que pediu para não ser identificado.
(Reportagem de Jeferson Ribeiro e Leonardo Goy)
FONTE REUTERS |