| SP: Polícia Ambiental desmantela garimpo ilegal na divisa com MG |
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| Escrito por Terra |
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A Polícia Ambiental desmantelou um garimpo ilegal situado no leito do rio Grande, que marca a divisa entre São Paulo e Minas Gerais, no município paulista de Paulo de Faria, por volta da 1h desta quinta-feira. Em 3 balsas, 18 homens realizavam a extração de minerais. Eles foram multados em R$ 1,5 mil e ainda responderão, em liberdade, por crimes ambientais. De acordo com o tenente e comandante do pelotão da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto, Alessandro Daleck, que chefiou a operação, os agentes encontraram uma pepita de ouro e outras 14 pedras que seriam diamantes. O material ainda será encaminhado para análise no departamento de Geologia da Universidade de São Paulo (USP) e ao Ministério Público Federal.
O tenente afirmou que esta foi a 14ª operação do tipo nos últimos oito anos. Segundo ele, "a maioria (dos garimpeiros) é de Minas, Maranhão, Goiás, Tocantins, Ceará". Eles trabalham pela madrugada para burlar a fiscalização, "vivem em condições subumanas e chegam a passar três meses em balsas de 30, 40 m²". O oficial disse ainda que as balsas são precárias, os homens realizam mergulhos a 15 m de profundidade com equipamentos de respiração "rudimentares" e se alimentam mal, basicamente para sobreviver. "Muitos morrem de embolia pulmonar" (entupimento dos vasos sanguíneos com gordura, o que prejudica a respiração).
Daleck disse que, após a operação desta madrugada, todas as balsas foram retiradas do rio, mas que seu número já chegou a 100. Segundo ele, por trás da extração há um mercado consumidor ativo não apenas em grandes centros do País, mas também do exterior. O policial disse que a retirada de minerais prejudica a fauna da região, ao passo que o material inadequado usado na extração provoca a morte de peixes do rio.
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