| Marina diz que sua campanha não precisa de atitudes ilícitas |
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| Escrito por Terra.com.br |
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A presidenciável Marina Silva (PV) disse nesta quinta-feira (2) que sua campanha não precisa de atitudes ilícitas para buscar votos. Ela se referia, mais uma vez, ao assunto que domina a ordem do dia: a suposta violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência José Serra. Questionada se o destaque que esse assunto vem ganhando poderia atrapalhar sua campanha, fazendo com que ela sumisse dos noticiários, Marina diz que não, e que apenas teme "que a sociedade continue a mercê do interesse eleitoreiro. Devemos proteger as instituições e os cidadãos. Se isso vai ou não render votos, é uma avaliação que cada um deve fazer". A senadora denunciou a existência de uma "política de conveniência" e que seria isso que faz com que as pessoas se sintam vulneráveis em situações como essa, não sabendo com absoluta certeza se é uma situação de completo descontrole no órgão federal ou se é apenas uma manobra eleitoral. Marina disse que se sente tão vulnerável quanto todos os brasileiros e que espera uma solução rápida para o problema, mas que essa não pode ser tomada "pelo interesse político de A ou B". O vice na chapa de Marina, o empresário Guilherme Leal, também falou sobre a possibilidade de sua candidatura se apagar em meio à crise instaurada entre PSDB e PT. "Espero que não. Confiamos na imprensa e no povo brasileiro, afinal de contas, temos um País para pensar". Marina se encontrou nesta tarde com o presidente colombiano Juan Manuel Santos no Memorial da América Latina, em São Paulo, e manteve com ele uma conversa reservada de cerca de 45 minutos. Após a reunião, a candidata disse que o diálogo com o colombiano foi muito produtivo, em um ambiente amistoso e de busca de cooperação. Santos saiu apressado sem falar com a imprensa, mas, no meio da correria, foi questionado sobre qual candidato teria seu apoio nas eleições de outubro. Ele respondeu que "os três tem grandes qualidades". Entenda o caso Na procuração citada pelo órgão consta a assinatura que seria da filha do candidato tucano feita no dia 29 de setembro de 2009. O portador Antonio Carlos Atella Ferreira teria, segundo a documentação em poder da Receita, reconhecido firma no dia 30 de setembro, no mesmo dia em que retirou as cópias no órgão. Para a Receita , no entanto, a apresentação da procuração descaracteriza a quebra de sigilo. Nesta quarta-feira (1), o 16º Tabelião de Notas de São Paulo afirmou que "o reconhecimento de firma é falso" na procuração supostamente assinada pela filha do candidato José Serra. Verônica também negou que tenha assinado tal documento. |