| Salvador tem maior taxa de desemprego em junho |
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| Escrito por R7 |
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Capital baiana tem 12% de desocupados; emprego cresceu nas outras cidades pesquisadas. A cidade de Salvador registrou a maior taxa de desemprego do país em junho, como aponta o resultado da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgada nesta quinta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na capital baiana, a desocupação ficou em 12%, repetindo o nível de maio. A pesquisa mostrou que, em todo o país, o desemprego ficou em 7%. A taxa é a menor para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2002, além de ser a segunda menor para todos os meses – perdendo só para os 6,8% registrados em dezembro de 2008 e do ano passado. Salvador foi a única das seis regiões metropolitanas pesquisadas (que ainda contam com Recife Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) pelo instituto que não reduziu seu desemprego. Foi justamente no fim de 2008 que o mercado de trabalho na capital baiana teve seu melhor resultado, quando o desemprego chegou aos 10%. A falta de vagas cresceu entre os homens (de 8,7% em maio para 8,9% em junho) na Bahia. Entre as mulheres, a taxa ficou em 15,1% (menos do que os 15,4% do mês anterior). Em todas as outras capitais, tanto homens quanto mulheres conseguiram mais trabalho. Cimar Azeredo, gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, diz que o mercado de trabalho de Salvador tem uma característica muito voltada para o emprego informal, com parte das vagas sem carteira assinada ou registro. - Tem um cenário econômico muito focado na informalidade e uma população muito jovem. A economia informal no Brasil, gerada por trabalhadores que sonegam impostos, movimentou R$ 578 bilhões no ano passado. Esse valor corresponde a 18,4% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do país), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pelo o ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). O IBGE diz que as oportunidades cresceram em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, o que ajudou a diminuir a falta de vagas no país como um todo. Nestas cidades, o desemprego ficou em 5,8%, 7,4% e 4,7%, respectivamente – os menores níveis para um mês de junho em oito anos. Em Belo Horizonte, a taxa ficou no menor nível da série, reduzindo de 5,8% para 5,1% o desemprego entre maio e junho. Recife reduziu de 9,7% para 8,6%. Salários O salário médio dos trabalhadores nas seis regiões metropolitanas subiu em quatro e diminuiu nas outras duas entre maio e junho. As capitais mineira, fluminense, gaúcha e pernambucana tiveram aumento, enquanto em São Paulo e Bahia os vencimentos recuaram. Considerando o total do país, o salário médio foi de R$ 1.415,38, em maio, para R$ 1.423. O valor pago no mês passado só é menor do que o registrado em março (R$ 1.427,31) e abril (R$ 1.428,09). Em SP, o salário real médio de um trabalhador foi de R$ 1.535,45 em R$ 1.535,30 – mesmo com a queda, ainda é o maior do país entre as capitais. Em janeiro de 2009, os pagamentos médios haviam registrado recorde de R$ 1.622,75. Em BH, o vencimento foi de R$ 1.289,37 para R$ 1.336,40 entre maio e junho. No Rio, o valor foi de R$ 1.453,33 para R$ 1.456,90. Em Recife, saltou de R$ 985,10 para R$ 1.018,50. Em Porto Alegre, o salário passou de R$ 1.422,80 para R$ 1.427,60. Em Salvador, a média salarial recuou de R$ 1.198,28 para R$ 1.184,40, entre maio e junho. |