| Desde janeiro, mais de 25 mil pessoas lotaram os teatros para ‘fazer gluglu’ com Sergio Mallandro |
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| Escrito por O dia |
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Rio - Ao ver uma senhora de cabelos brancos na plateia de sua peça, ‘Sergio Mallandro Sem Censura’, o humorista perguntou: “Tem certeza que veio assistir ao espetáculo certo?” A senhora, de 83 anos, respondeu na lata: “Sim, meu filho, cresci vendo você”. A cena real se passou no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca, onde todas as sextas e sábados, desde janeiro, 25 mil pessoas já ouviram o repertório de ‘glu-glus, yeah, yeahs, salsi-fufus e ra-rrás’ criado por Sérgio Mallandro há mais de duas décadas. O sucesso foi tanto que ele começou a fazer uma temporada simultânea no Teatro Miguel Falabella, no NorteShopping — de quinta a domingo —, e foi convidado para participar do reality show ‘A Fazenda 3’, da Record. “Esse é meu melhor momento. Cada vez fico mais na moda. “Sou maluco até a página 7. Adoro ‘BBB’ e ‘A Fazenda’. Acho que vai ser divertido. Não sei cozinhar, mas adoro animais. Vou soltar os bichos todos. Ra-rráaa”, zomba ele, que estourou na TV em 1981, como jurado do ‘Programa Silvio Santos’, no SBT. Na década de 90, ganhou programa na Globo, virou príncipe de filme da Xuxa e fez miséria com as ‘Pegadinhas do Malandro’, na TV Gazeta/CNT. “Todos os programas que fiz deram primeiro lugar de audiência. Até na TV Gazeta. Foi histórico aquilo”, garante. Carioca, criado na Lagoa, Sergio Mallandro trocou a faculdade de Comunicação pelo teatro. “Fui para o Tablado. E estranhei aquele povo todo largado. Na primeira aula, o professor mandou todo mundo ficar pelado. E teve um cara querendo me agarrar”, relembra, às gargalhadas. É difícil imaginá-lo sem sorrir, mas acontece. “Fico triste com as tragédias, como a morte do filho da Cissa Guimarães. Somos amigos e, quando liguei para ela, não sabia o que dizer”, releva o Mallandro, que evita sair de casa nos dias tristes. “Fico na minha. Porque, quando boto o pé fora de casa, meu show começa. Meu reality é todo dia, com porteiro, guarda e fãs”, define. |