| Paralisia Infantil: Segunda fase da vacinação é neste sábado, dia 14 |
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| Escrito por Revista Crescer |
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A campanha contra a Poliomielite pretende imunizar mais de dois milhões de crianças no Estado de São Paulo.
As restrições das gotinhas contra a poliomelite ficam para as crianças que estiverem com infecções agudas, febre acima de 38oC, diarreia, vômito, alergia a algum componente da vacina, como a estreptomicina e eritromicina, já apresentaram reação anormal às gotinhas (Sabin) ou crianças com deficiência imunológica em tratamento com imunossupressores. Mas vale consultar o pediatra da criança sobre a vacina. Nesse mesmo dia, além da vacina contra a poliomielite, as crianças que forem aos postos de saúde poderão colocar em dia sua caderneta de vacinação. Estarão disponíveis vacinas como a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e hemófilo B), tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e contra hepatite. Outra forma de prevenção Essa, no entanto, não é a única opção para proteger o seu filho contra a poliomielite. Nas clínicas particulares de vacinação, a alternativa, com a mesma eficácia, é a Salk (a dose é aplicada conjugada com outra vacina dependendo da idade da criança, e o preço fica em torno de R$ 180). A diferença entre elas está na composição. A Salk é feita com vírus morto (inativo) e é injetável. A Sabin, gratuita, é feita com vírus vivo e atenuado, aplicada via oral. As dosagens de ambas no calendário de vacinação são as mesmas. As primeiras devem acontecer aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e outro dos 4 aos 6 anos. Recebendo um dos tipos de vacina e nas idades recomendadas, seu filho já está protegido contra a doença. Isso não quer dizer que ele não possa participar das campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde em termos de saúde pública. “É fundamental manter a cobertura contra a poliomielite, porque, apesar de não haver mais casos no Brasil, ela não está erradicada em todo o mundo. Por isso, o risco de a doença voltar sempre existe, principalmente se alguém vem ao país com o vírus e encontra uma população desprotegida”, afirma Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que em 2008 foram registrados 1.640 casos da doença, sendo que Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão são considerados endêmicos. A OMS, entretanto, está discutindo a substituição da Sabin pela Salk. Isso porque há uma possibilidade de a criança desenvolver a doença por conta da vacina. “Uma vez que o vírus está vivo, eventualmente ele pode sofrer uma mutação no intestino da criança e provocar a paralisia. Mas isso é raro e a chance é maior nas primeiras doses de vida. A média de casos como esse é de 1 para cada 2 milhões de doses", diz Kfouri. Por esse motivo, segundo o especialista, há países, como Estados Unidos e Austrália, que já não utilizam mais as gotinhas. |