Digite sua Consulta

Compartilhe com um Clique !

Facebook MySpace Twitter Digg Delicious Stumbleupon Google Bookmarks RSS Feed 
Home Mobile Artigos Grupos se especializam em 'crackear' programas para celular.
Grupos se especializam em 'crackear' programas para celular. E-mail
Escrito por Globo G1   

'Tudo é crackeado algum dia', diz cracker.
Empresas tentam conter a pirataria de apps em smartphones.

 

Grupos especializados em piratear aplicativos para dispositivos portáteis, como o PalmOS, agora se concentram nos celulares e, principalmente, nas plataformas dominantes como Symbian (da Nokia), Android (do Google) e iOS (da Apple). Não há muitos dados sobre a prática, mas desenvolvedores já começaram a criar e incluir tecnologias antipirataria em seus produtos para conter a ação dos “crackers”.

 

A Flurry, uma empresa especializada em analisar o comportamento de usuários enquanto utilizam softwares em celulares, afirma que entre 5 e 8% dos downloads são piratas. A Mtiks, uma companhia de software que desenvolve recursos antipirataria para iOS e Android, afirma que 98 dos 100 softwares pagos mais populares no App Store do iTunes foram crackeados e são distribuídos ilegalmente.

O aparecimento de empresas especializadas nessa área como a Mtiks mostram a demanda por tecnologias antipirataria “enlatadas”. No Windows, elas são muito comuns. A Rovi Corporation, antigamente conhecida como Macrovision, fornece proteção antipirataria para vários games. A tecnologia SafeDisk da Macrovision é incorporada na instalação padrão do Windows desde o Windows XP.

Segundo David Brennan, diretor da empresa que cria a suíte de escritório QuickOffice, a pirataria ocorre em todas as plataformas, mas as medidas para combater a prática variam. No Symbian, da Nokia, a companhia usa uma tecnologia antipirataria própria. “Já no iOS e no Android, nós usamos as tecnologias das lojas oficiais das plataformas e do sistema operacional”.

“Nosso software é destravado só para um aparelho específico usando um identificador único como um PIN ou o número IMEI”, explica Brennan; o IMEI é uma espécie de número de série do celular para identificá-lo na rede sem fio. Mas essas medidas atraem ainda mais crackers. “Quanto mais sofisticada é a medida que tomamos, parece que há um apelo maior para quebrá-la”, conta o executivo.

O QuickOffice é um dos softwares mais populares para a utilização de arquivos comuns como documentos Word e planilhas do Excel no celular. Ele está disponível para várias plataformas.

Em julho, o Google anunciou um serviço unificado de licenciamento para softwares disponíveis no Android Market. Em agosto, o protocolo foi quebrado facilmente. O Google respondeu que parte da culpa era dos desenvolvedores, que usavam o código de exemplo fornecido pela empresa sem alterações. Desenvolvedores devem seguir as instruções para implementar segurança antipirataria em seus produtos.

No iPhone, a App Store também fornece controles semelhantes, mas usuários que fizeram jailbreak em seus iPhones conseguem instalar softwares piratas sem nenhuma dificuldade.

'Jamais peça dinheiro'
Muitos usuários usam somente programas piratas e a pirataria é quase uma regra em alguns mercados, em vez de ser a exceção. É o caso, inclusive, no Brasil. Mas os indivíduos responsáveis pela criação e distribuição de softwares piratas, ou “warez”, são pouco conhecidos. A maneira que eles operam é ainda menos conhecida.

O G1 conversou com um rapaz de 24 anos que cria “cracks” para softwares de celular e trabalha como vendedor em uma loja de celulares e outros portáteis. Ele disse fazer parte do grupo CorePDA. “Core” é um grupo antigo na criação de cracks para software. O CorePDA é separado do original e se especializa somente nos celulares. Tem cerca de 10 membros; um grupo com 20 pessoas é considerado grande.

Para ele, a pirataria de softwares de celulares é “tão comum quanto a de filmes”. “Tudo é crackeado algum dia”, diz. Os grupos especializados em celulares são os mesmos que anteriormente buscavam crackear programas para gadgets como Palm, iPaq e outros portáteis; muitos grupos continuam usando o termo PDA (Personal Digital Assistant),

Grupos como o Core e o CorePDA fazem parte da Scene (“cena”). Todos os softwares, games, filmes e CDs de música distribuídos por membros da “cena” são a moeda de troca para obter outros títulos ou “releases”, como eles são chamados. A Scene não é diretamente responsável pela disseminação dos “releases” nas redes ponto a ponto (P2P). Existem grupos separados que atuam apenas no P2P e que trazem os “releases” da cena tradicional ao P2P, atingindo um número maior de pessoas que a distribuição inicial, limitada a servidores privados chamados “topsites”.

Para participar da cena é preciso seguir várias regras. Cada “release” deve obedecer a essas regras bem claras e, caso isso não seja feito, o grupo pode ser punido. Mas existem também regras “não escritas” da cena.

“’Jamais peça dinheiro’, é uma das regras não escritas da cena”, explica o cracker anônimo. Ele diz que já faz isso há mais de dois anos, mas a programação é um hobby. “Eu estudei programação, mas não para trabalhar com isso. Gostaria de trabalhar em um asilo, pagam mais e o trabalho traz mais satisfação”.

Para Brennan, da QuickOffice, a questão não é tão simples. Ele afirma que, em vários casos, os softwares piratas são distribuídos em sites comerciais, com receitas provenientes de anúncios publicitários. “Na prática, são agências de publicidade e anunciantes legítimos que financiam a criação e distribuição dos cracks”.

A popularidade dos aplicativos é um fator decisivo na hora de decidir o “alvo”. O cracker afirma que muitas vezes proteções semelhantes são usadas em vários softwares. “A primeira vez é sempre mais complicada. Depois fica fácil”. Mas os softwares populares são geralmente os que também são mais protegidos e o “desafio” torna-se mais interessante.


Compartilhar é se importar – sharing is caring


Várias vezes durante a conversa – que ocorreu em um canal criptografado de bate-papo IRC – o cracker proferiu o mantra “sharing is caring”, que pode ser traduzido para português como “compartilhar é se importar”, dando a entender que a pirataria, ao compartilhar os softwares, filmes e música, está distribuindo também algo para os desfavorecidos.

 

“Pessoas pensam que somos terroristas, que somos os seres mais desprezíveis do mundo. Mas eles não sabem nada sobre a cena. Eu sou fã de alguns jogos, então eu compro. Você vê nos arquivos .nfo [que acompanham os lançamentos da cena]: ‘se você gosta, compre’. O cracker da CorePDA exemplifica: “eu jogo 'World of Warcraft' nos servidores oficiais. Mas outras pessoas podem não ter condições de fazer isso. Então sharing is caring”.
Altieres Rohr Especial para o G1

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/01/grupos-se-especializam-em-crackear-programas-para-celular.html

 
Assunto:

mobile grupos se especializam em crackear programas para celular

Tema:

'crackear', programas, celular

Tags:
crackear windows xp, crackear windows 7, crackear photoshop cs5, crackear office 2010, crackear the sims 3, programas para baixar musicas, programas para baixar videos, programas para baixar filmes, programas, programas para android, celulares, celular samsung, celulares nokia, celular dual chip, celular 2 chips,


Links Externos

G1 - Grupos se especializam em 'crackear' programas para celular ...
Grupos se especializam em 'crackear' programas para celular 'Tudo é crackeado algum dia', diz cracker. Empresas tentam conter a pirataria de apps em smartphones.

tear pregos fazer - OpenKube.com
Grupos se especializam em 'crackear' programas para celular. ... Empregos Ciência e Tecnologia Informática Mobile Sáude ...

programas para sacar - OpenKube.com
... banda larga fixa no Brasil Grupos se especializam em 'crackear ' programas para celular. ... Home Mobile Artigos Consumidores não confiam em celular para pagar contas, diz ...

Software p/ Smartphone com GPS Integrado
Grupos; Meus Álbuns; Lista de Usuários ... Uma fonte de programas para Celulares, é o www.download.com escolha Mobile e depois BlackBerry ... Smart2go da Nokia que é free (se ...

Itens Relacionados

Nossa Publicidade