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TV de bolso ainda não cabe nos negócios do mercado brasileiro E-mail
Escrito por Redação Openkube   

Empresas acreditam que conteúdo televisivo pelo celular cairá nas graças do consumidor no futuro, mas serviço ainda não se mostrou viável economicamente.

O celular pode ser o responsável por levar a TV por assinatura às massas, afirmou o gerente de desenvolvimento de novos negócios da fabricante de celulares Qualcomm, Luciano do Vale, durante um painel sobre a “TV paga de bolso”, no congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) nesta quarta-feira (12/8).

 

“Acreditamos muito nesse mercado porque os brasileiros veem televisão  com muita intensidade e, em nossas pesquisas, a possibilidade de ver TV está no topo dos recursos que eles mais buscam no celular”, declarou o executivo.

A vice-presidente executiva para Américas e Índia da Qualcomm, Peggy Johnson, apresentou um panorama global do mercado da chamada 'TV de bolso'. Os norte-americanos, segundo a executiva, já assistem mais à TV no celular do que internet. “Quem tem televisão no celular nos Estados Unidos assiste, em média, a quatro programas por semana, A maioria vê os vídeos em sua totalidade. Isso mostra que, se fosse oferecido todo o conteúdo da TV no aparelho, eles  o assistiriam”, declarou. No país, o preço médio cobrado pelas operadoras de telefonia pelo serviço de TV móvel é de 15 dólares mensais.

Ainda de acordo com a executiva, no Japão, 40% dos usuários veem  TV em seus celulares e 90% dos aparelhos vendidos atualmente oferecem esse serviço, que é gratuito e já vêm disponível de fábrica.

“Claro que assistir à televisão no celular não é a mesma coisa que estar diante de um televisor de 49 polegadas. Por isso, o conteúdo oferecido precisa ter qualidade. Caso contrário, as pessoas o abandonam”, afirmou Peggy.

O diretor de desenvolvimento de novos negócios da Band, Luis Renato Olivalves, afirmou que a emissora acredita no vídeo portátil e que ele já é uma realidade no qual tem trabalhado com aparelhos 2G e 3G. No entanto, a demanda ainda é pequena e a interface dos aparelhos atuais, inadequada, atrapalha a adoção.

“Fizemos um teste no exterior com uma empresa parceira no qual oferecemos transmissão ao vivo de nossos programas de conteúdo adulto via pagamento com cartão de crédito. A demanda foi descomunal. Por essa razão vamos continuar investindo”, declarou. Olivalves afirmou que o  foco de desenvolvimento da Band será em smartphones como iPhone e Blackberry, além dos equipamentos da Nokia, com quem tem feito estudos sobre a oferta de TV móvel.

TV que cabe no bolso
A diretora de mídias digitais e novos negócios da MTV, Sandra Jimenez, afirmou que o principal desafio da  televisão móvel é encontrar um modelo de negócios adequado. “Além dos aparelhos compatíveis com o serviço serem caros no Brasil, não podemos esquecer que 84% dos usuários de celular no País são pré-pagos. Se houver tecnologia que permita levar a televisão para o aparelho, precisaremos negociar a melhor forma para esse público acessá-la”, opinou Sandra.

“Um modelo híbrido é fundamental para o sucesso do serviço”, declarou o presidente da Participe TV, Alberto Blanco, ex-executivo de marketing da Telemar. A Participe TV é um projeto responsável por desenvolver tecnologias de transmissão para levar a televisão à plataforma móvel. “Oferecer conteúdo gratuito, de TV aberta (free-to-air) é importante para estimular a  adoção da massa. Mas quem sustenta o modelo é o serviço de  televisão paga e as possíveis ofertas adicionais, como a interatividade”, comentou.

Blanco acredita que, só depois da definição de um marco regulatório, a TV móvel terá condições de se disseminar pelo País . “As operadoras só entrarão nesse mercado se houver um modelo interessante e lucrativo para elas”, disse.

O executivo defende que a frequência usada hoje pelos canais UHF seja utilizada para a TV no celular, o que dependeria de aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Quando as operadoras ingressam num setor,  começam a oferecer subsídio para atrair público. Foi o que ocorreu quando elas abraçaram o 3G para concorrer até com a banda larga fixa”, completou.

 

Fonte: UOL Tecnologia

 
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