| Juiz proíbe acampamentos em praça símbolo do movimento Occupy |
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| Escrito por TERRA |
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Um juiz de Nova York decidiu nesta terça-feira proibir os integrantes do movimento Occupy Wall Street de voltarem a acampar na praça Zuccotti, de onde foram removidos na madrugada passada pela polícia por ordem do prefeito da cidade, Michael Bloomberg. A sentença do juiz Michael Stallman, da Corte Suprema estadual de Nova York, apoia a ordem de despejo da praça, onde os membros do movimento Ocuppy estavam instalados desde o dia 17 de setembro para protestar contra os excessos do sistema financeiro. A ordem do juiz não os impede de voltar à Zuccotti, rebatizada de "Praça da Liberdade", mas os manifestantes não poderão voltar a instalar barracas, tal como a empresa proprietária do espaço, Brookfield Properties, havia solicitado às autoridades.
![]() Os integrantes do movimento desafiaram as autoridades ao tentarem entrar novamente na Zuccotti, de onde foram despejados nesta madrugada, e ao ocuparem outra praça da cidade. "Nossa ideia é que, se o tribunal não nos permitir voltar a acampar na praça, vamos nos instalar em algum outro lugar e continuaremos a batalha legal para voltar à Zuccotti, assim como através de ocupações e manifestações pacíficas", disse à Agência EFE Mark Bray, um dos porta-vozes do movimento, antes da decisão do juiz.
Ele disse que a juíza Lucy Billings havia emitido uma ordem que proibia a remoção forçada do lugar, permitindo aos manifestantes se manterem acampados. Além disso, os manifestantes procederam à ocupação de uma nova praça, propriedade da paróquia da igreja Trinity.
A praça situa-se na confluência da rua Canal com a Sexta Avenida, muito perto da entrada do túnel Holland, que une Nova York a Nova Jersey. Eles ocuparam o local durante uma hora, quando a polícia chegou e prendeu alguns dos manifestantes, mas Bray não soube dizer o número concreto de presos. Ele disse à EFE que viu vários jornalistas também serem algemados.
O Occupy indica que centenas de pessoas haviam se instalado na praça, para onde já se deslocou uma delegação de líderes religiosos em sinal de apoio aos integrantes do movimento, que dizem também terem tentado negociar com a polícia.
O prefeito Bloomberg disse que havia dado a ordem de esvaziar a praça porque ela estava se transformando em "um lugar aonde as pessoas não vinham para protestar, mas para violar as leis e, em alguns casos, causar danos a outras pessoas". Ele disse ainda que alguns estabelecimentos comerciais tinham recebido ameaças e os moradores da área temiam por sua qualidade de vida.
"O despejo desta madrugada foi asqueroso e demonstra que, no fundo, Bloomberg está mais preocupado em preservar os interesses financeiros que os dos trabalhadores americanos", afirmou à EFE o porta-voz do movimento, que acusou o prefeito de "desrespeitar a liberdade de expressão".
Os responsáveis pelo movimento Ocuppy indicaram também que cogitam organizar "grandes ações" para quinta-feira, em colaboração com organizações comunitárias e sindicatos, para comemorar os dois meses de protestos. |