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Protestos dos 'indignados' continuam por todo o mundo E-mail
Escrito por G1   
Milhares de pessoas de vários continentes protestaram neste sábado (15). Manifestantes reclamam do sistema financeiro e de alguns políticos.
Homem caminha ao lado de carros em chamas durante a 'Marcha dos indignados', em Roma (Foto: Max Rossi/Reuters)


Milhares de cidadãos 'indignados' de vários continentes se manifestaram neste sábado em mil cidades de todo o mundo sob o lema 'United for global change' ('Unidos para uma mudança global') contra os políticos e o poder financeiro atual.
 
O dia de protestos começou na Oceania e na Ásia, onde a participação foi desigual, porque alguns países proíbem ou restringem concentrações em lugares públicos, como Cingapura e China.
Na capital japonesa, centenas de pessoas misturaram seu protesto contra as desigualdades políticas e financeiras com uma reivindicação contra as centrais atômicas, um protesto cada vez mais recorrente após o terremoto que danificou a usina nuclear de Fukushima, em março, no Japão.
As maiores mostras de descontentamento social foram registradas na Europa e tiveram tom pacífico e festivo, com exceção de Roma, onde foram registrados incidentes violentos com dezenas de feridos e vários danos materiais.
A convocação também ocorreu do outro lado do Atlântico. Em Nova York, onde os manifestantes do 'Occupy Wall Street' uniram vozes contra a política e as fianças, um banco teve que chamar a polícia para barrar a entrada em massa de manifestantes que pretendiam retirar seu dinheiro da entidade.
 
Europa
 
Na Itália, confrontos entre a Polícia e centenas de encapuzados durante a manifestação transformaram Roma em um campo de batalha.
Os encapuzados incendiaram veículos e um prédio do Ministério da Defesa, atacaram comércios e bancos e atiraram pedras, foguetes e bombas durante a manifestação, que começou pacificamente com a participação de cerca de 200 mil pessoas, de acordo com os organizadores.
Vários caminhões da Polícia percorreram as ruas com canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os mais violentos. De acordo com fontes médicas e policiais, ao menos 70 ficaram feridos.
Na Espanha, país imerso em uma forte crise econômica e com um índice de desemprego de 20%, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a política, os mercados financeiros, os bancos, os problemas sociais e a precariedade no emprego.
O protesto mais importante foi em Madri, onde há cinco meses começou o movimento de indignados.
Na Alemanha, cerca de 40 mil pessoas, de acordo com o movimento antiglobalização Attac, participaram por todo o país, com as maiores concentrações na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt e da Chancelaria.
 
Multidão marcha em Frankfurt, onde pelo menos 5 mil pessoas se reuníram em protesto em frente ao Banco Central Europeu (Foto: AP)

A passeata aconteceu pacificamente no país, embora nas proximidades da sede do Parlamento 200 jovens que pretendiam entrar no prédio tenham esbarrado em um forte cordão policial.
Em Atenas, centenas de manifestantes foram para a praça Sintagma, símbolo dos protestos contra a política de cortes aplicada pelo Governo para evitar a quebra.
Em Bruxelas, milhares de pessoas se concentraram na frente das principais instituições da União Europeia, com cartazes que criticavam o sistema capitalista, a resposta europeia para a crise financeira e a favor da mobilização cidadã.
 
Em Londres, a concentração foi na frente da catedral de Saint Paul. Os manifestantes não puderam chegar à região onde fica a Bolsa de Valores devido a um forte cordão policial.
Durante os discursos em Londres, Julian Assange, responsável pelo Wikileaks e pela publicação de milhares de informações confidenciais, encorajou os manifestantes.
 
Américas

protesto nova york wall street (Foto: AP)
 
A jornada de protesto teve também suas amostras no continente americano. Os 'indignados' do 'Ocupy Wall Street' reuniram mais de 5 mil em Nova York, onde as manifestações na praça Zucotti transcorreram entre cânticos de protestos e tambores.
A Polícia fez 24 detenções de 'indignados' que tinham decidido mostrar sua revolta com o sistema financeiro fechando suas contas bancárias e tentando entrar em uma filial do Citibank.
O cartaz 'War Street is Wall Street' resumia em um trocadilho que a atual 'guerra das ruas' se deve aos excessos do centro financeiro mundial.
Na América Latina também se levantaram vozes que reivindicavam na sociedade um lugar em uma democracia real e não na criada por políticos e financistas.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, as respaldou e disse que são consequência da pobreza que afeta a classe média.
O Chile acolheu a maior amostra de indignação social. Em Santiago cerca de 100.000 pessoas, segundo os organizadores, exigiu a redação de uma nova Constituição que substitua a atual, elaborada na ditadura de Augusto Pinochet, gritando também palavras de ordem de apoio aos estudantes que lutam por uma reforma universitária.
No Brasil, onde tinham sido convocados atos em 44 cidades, a participação foi pequena, e no Rio de Janeiro, foram contabilizadas 37 pessoas.
 
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