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Sindicalistas condicionam apoio a cargos e poder no PSDB E-mail
Escrito por BOL   
Sindicalistas atraídos para o novo braço sindical do PSDB mal chegaram ao partido e já reivindicam espaço e cobram engajamento na pauta trabalhista.
A aproximação com os sindicatos foi idealizada por tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (MG) dentro da estratégia de "refundação" do PSDB.
 
O núcleo paulista já foi criado e tem cerca de 200 sindicalistas. Em Minas, o lançamento será no dia 20 com a filiação de até 150 pessoas. A maior parte vem da Força Sindical, mas também há dirigentes da Nova Central Sindical e da UGT (União Geral dos Trabalhadores).
 
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que também haverá um braço nacional e extensão para outros Estados.
 
Vice-presidente da Força, Melquíades de Araújo, disse que será preciso estar aberto às questões levadas pelos sindicalistas. Ele reclamou que o PSDB, "na sua maioria, nunca quis ouvir". "Não podemos ser núcleo sindical para eleição."
 
Ele disse que o PSDB paulista já teve a experiência de ter um grupo sindical na época de Mário Covas, que o levou para a sigla, mas que "com o tempo o próprio partido foi marginalizando a participação do movimento sindical".
 
Os sindicalistas cobram "democracia interna" e abertura para se candidatarem a vereador e deputado.
 
À frente do núcleo sindical em São Paulo, o sindicalista Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Estado, afirmou que o grupo só terá voz se conseguir "alguém com mandato". "Não quero ser apenas soldado nessa história toda", disse.
 
Os sindicalistas exigem que o PSDB encampe bandeiras como a redução da jornada de trabalho, a regularização da terceirização e o fim do fator previdenciário.
 
"Vamos sensibilizar o partido em relação à pauta trabalhista", disse o presidente da Força em Minas, Rogério Fernandes, que deixou o PDT e embarcará no PSDB.
 
O presidente tucano, Sérgio Guerra, disse que o PSDB dará a eles "o devido espaço" e que a Secretaria de Relações Sindicais do partido, hoje em "banho-maria", afirmou, será reestruturada.
 
Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, disse que vai "privilegiar" a pauta sindical, mas ponderou que "o partido é um instrumento de arbitragem de diversos interesses". Prometeu, contudo, que os dirigentes serão candidatos em 2012. "Eles não serão massa de manobra nem peças decorativas", disse.
 
 
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