|

"Você aceita fulano como seu legítimo esposo, e, promete amálo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe? Eu aceito".
Tudo como um conto de fadas, o amor eterno, as juras sem fim e um sentimento lindo e, de dar inveja a qualquer casal que sonha um dia subir ao altar.
Mas, o tempo passa e com ele o sentimento também. O felizes para sempre vira lenda e, as brigas, desgostos e palavras mal ditas, se tornam rotina na vida do quase ex-casal. E, assim os dias vão se passando e a grande hora chega: a de juntar as trouxas e ir cada um para um lado.
Nessa hora, o sofrimento chega, aperta o peito, as palavras somem e, o que resta é apenas procurar o advogado para "ajeitar a papelada".
O divórcio não é fácil. Esse "negócio" de cada um no seu quadrado traz uma perda emocional indescritível, como uma piora na saúde física, da qual o "ex-casal" nunca se recupera, mesmo se casarem novamente.
Uma nova pesquisa mostra que quando pessoas casadas se tornam solteiras novamente, seja por divórcio ou morte do cônjuge, elas sofrem muito mais que uma perda emocional e, apresentam 20% mais problemas como doenças cardíacas, diabetes e câncer.
Em termos de saúde, não é melhor ter casado e se separado. Pessoas de meia-idade que nunca se casaram têm menos problemas de saúde crônicos do que divorciados ou viúvos.
Isso não significa que as pessoas devam permanecer casadas a todo custo, mas mostra que o histórico conjugal é um importante indicador de saúde, e que os recém-solteiros devem tomar cuidados especiais com a administração do estresse e os exercícios físicos, mesmo se eles se casarem novamente.
Concordo plenamente com as palavras do cientista Janice Kiecolt-Glaser - "Eu diria que se você não pode consertar um casamento, é melhor sair dele".
Um divórcio doi e pertuba muito uma vida, mas, imagine também as sequelas das pessoas que "quase se matam" em uma relação e mesmo assim insitem em permanecer juntas, seja por possessividade, filhos ou até mesmo pelo medo da solidão.
É nessas horas que penso e repenso a questão das juras eternas no altar... Será que ainda existem pessoas que sonham em dividir o mesmo "quadrado", pelo resto da vida com um outro alguém? |