| Grupo busca "sintonia fina" de genes para combater doenças |
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| Escrito por Folha |
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A ideia é explorar o "ajuste fino" da ativação de um gene, em vez de simplesmente produzir uma droga para ligá-lo ou para desligá-lo. Segundo Nóbrega, desligar um gene inteiro pode ter efeitos indesejáveis -e dramáticos- no resto do organismo. É como dar um tiro de canhão para matar uma mosca pousada num bote: funciona, mas você afunda.
O biólogo brasileiro cita o exemplo de um gene estudado pelo seu grupo, o FTO. Uma mutação em um de seus ativadores está diretamente ligada à obesidade.
"Os bichos com nocaute nesse gene comem a mesma quantidade de comida que seus irmãos normais na mesma gaiola, mas pesam 50% menos", diz Nóbrega. "O ruim é que eles desenvolvem uma série de outros problemas... para começar, 50% deles morrem", ri. "Não dá para pensar em dar um tiro de canhão. Você vai ter de saber onde a alteração na expressão de um gene está levando à alteração no organismo e tentar desenvolver uma droga que atinja o alvo nesse mecanismo, mas sem afetar as outras funções do gene." |