| Mitos atrapalham doações de sangue |
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| Escrito por Diário de S. Paulo |
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Tabus e origem cultural afastam possíveis doadores. Brasil alcança menos da metade de meta da OMS
Além de não ser da cultura brasileira doar sangue periodicamente, os mitos sobre a ação ajudam a afastar os possíveis doadores. Isso se reflete no cenário nacional — em mais um Dia Mundial do Doador, comemorado hoje, menos de 2% da população brasileira é doadora. O índice é bem abaixo do que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 4%. Não que os brasileiros não sejam solidários. Para a médica hemoterapeuta Luciana Morgante Ferreira Maselli, da Fundação Pró-Sangue, a população sempre atende aos chamados das entidades. “O que acontece é que as pessoas precisam ser lembradas da necessidade da doação. Com essa rotina desgastante que nós temos, muitas delas não têm tempo para doar. Por isso precisamos lembrar sempre que estamos aqui e que precisamos delas”, diz a médica. A ausência da doação de sangue na cultura dos brasileiros também é citada pela especialista ao justificar a ausência das pessoas nos hemocentros. “Não criamos uma cultura, nunca enfrentamos grandes guerras ou catástrofes”, avalia. Esta realidade, aos poucos, vem mudando, na opinião de Luciana. “Hoje, 87% dos doadores do Pró-Sangue são voluntários, doam sangue para pessoas estranhas. É diferente daqueles que vêm para doar para amigos e parentes”, compara. Queda nas doações A janela imunológica é o período que uma doença leva para poder ser identificada por um exame depois da contaminação. A diminuição do prazo para a identificação representa maior segurança para as transfusões. O novo exame busca traços de DNA do vírus, diferentemente do teste tradicional, que define a contaminação a partir da presença de anticorpos. Atualmente, somente pessoas com idade entre 18 e 65 anos estão autorizadas a doar. O texto pode receber sugestões até o dia 2 de agosto. Atualmente, no Brasil são coletadas por ano uma média de 3,5 milhões de bolsas de sangue. Ao ampliar a faixa-etária de doadores, o Ministério da Saúde prevê que cerca 13,9 milhões de pessoas sejam estimuladas a doar. Segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal para o Brasil, considerando as especificidades e necessidades regionais, seria coletar anualmente cerca de 5,7 milhões de bolsas de sangue. A ampliação da faixa etária é baseada em evidências comprovadas por estudos internacionais. Os EUA já aprovaram que jovens com 16 e 17 anos e idosos acima de 65 anos possam doar. Segundo o ministério, a decisão de ampliar para idosos com até 68 anos vai ao encontro da tendência de crescimento da expectativa de vida da população brasileira. A votação é feita pelo site http://www.saude.gov.br/consultapublica. Fonte diariosp.com.br |