| Redes de fast-food reformulam cardápio popular |
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| Escrito por OpenKube |
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O cardápio popular não mais “permite” as combinações saudáveis. Assim sendo, muitas refeições que eram primordiais, como por exemplo, o almoço e o jantar, hoje são trocados por sanduíches, salgados ou por aquela porção de batata frita - alimentos repletos de gorduras, açúcar, sódio e sal. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos (NHLBI), verificou-se que as pessoas que se alimentavam frequentemente em fast-food – mais de duas vezes por semana – tiveram um aumento de peso de, em média, 4,5 quilos a mais do que os que costumavam ir menos de uma vez por semana. A pesquisa identificou ainda que os homens freqüentam mais restaurantes de fast-food do que as mulheres. O encarregado de caldeiraria Fernando Elias Ribeiro, 44, mesmo sabendo como ter uma alimentação saudável, mantêm há anos uma alimentação rica em carboidratos e gorduras. Fernando alega que faz apenas três refeições diárias e, todas as noites, o jantar é feito de fast-food. Já chegou até a substituiu o almoço por uma coxinha com catupiry, salgado que mais gosta. “Considero minha alimentação falha, como muita coisa que não deveria comer. Tenho condições de ter hábitos saudáveis e não tenho, por preguiça. Eu sei o que estou comendo, mais às vezes a gente nem liga, opta sempre pelo mais fácil” – admite Fernando. Já o autônomo José Dornelas, 50, convive há três anos com problemas de colesterol e triglicérides. Ele afirma que quase sempre fazia uso de lanches rápidos até detectar o problema. “Eu não posso afirmar que os lanches são a causa da minha obesidade, mas com certeza contribuíram para isso. Eu não me controlava, comia sempre fora de hora e sem noção. Já cheguei a consumir três salgados e uma coca de 600ml em uma só refeição. Era exagerado, não tinha controle e hoje estou com os meus 115 kg e proibido pela nutricionista de fazer uso de fast-food. Eu tive que escolher: os lanches ou minha saúde. Optei por mim, é claro” – afirma José. Em enquete realizada com 50 pessoas, em Uberaba, no “Calçadão da Arthur Machado”, descobriu-se que 64% dos entrevistados consumem “lanches rápidos” mais de 6 vezes na semana. A nutricionista Daniela Minaré Fonseca, que atua no serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Escola, especialista em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Veiga de Almeida e especialista em Interdisciplinaridade em Terapia Nutricional pela Universidade de Uberaba, afirma que o ideal é diminuir a freqüência com que esses alimentos são ministrados. Se não for possível, as pessoas devem dar preferência aos sanduíches naturais, aqueles que possuem legumes como alface, tomate. Os lanches assados também são uma boa opção. Daniela ressalta que o catchup e a maionese não devem ser utilizados, pois são ricos em gorduras. E, o refrigerante deve ser substituído por água ou suco natural de frutas. O documentário Super Size Me, do diretor americano Morgan Spurlock, é um exemplo do que pode acontecer com as pessoas que têm esse tipo de hábitos alimentares. Em clima de reality show, o filme mostra o próprio autor da reportagem comendo exclusivamente fast-food (Big Mac, batata frita e refrigerante) durante um mês. Spurlock ganhou 11 quilos, enxaquecas e dores de estômago. O filme tornou-se um dos recordistas de bilheteria no verão americano. Conforme dados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 38,8 milhões de brasileiros adultos têm excesso de peso, sendo que 10,5 milhões são considerados obesos. “Se você não pode fazer sua refeição em casa, procure restaurantes self service, pois pode optar por alimentos mais saudáveis como saladas, legumes cozidos, carnes magras, etc. Não utilize molhos industrializados e consuma frutas no lugar de doces na sobremesa.“– aconselha a nutricionista. Marília Penna Macial, zootecnista que atua na área de inspeção de alimentos da Vigilância Sanitária de Uberaba, alerta aos consumidores dos lanches rápidos que a higiene deve ser sempre observada. Segundo ela, têm de prestar atenção em como os alimentos são manipulados, se o estabelecimento utiliza de uniformes, cabelo preso, se está limpo e propício para receber e atender bem a população. “Toda pessoa tem o direito de saber a procedência dos produtos” – ressalta Marília Penna. Daniela Minaré conclui que devemos dispensar uns minutos do nosso dia, para se ter uma alimentação equilibrada, saborosa, higiênica e prazerosa ao mesmo tempo. Esse tempo de hoje, evitará problemas futuros, como a obesidade e as doenças cardiovasculares. |